O Papa Francisco visitou as Filipinas nos dias 15 a 19 de Janeiro deste ano. Desde que anunciaram a sua visita, entrou-me logo o desejo de vȇ-lo e de conhecȇ-lo.

Ele veio  para visitar não somente a igreja ou aos católicos de Filipinas mas a todo povo filipino e teve  particular atenҫão  pelos pobres, marginalizados e principalmente aos afectados pelo ciclone Yolanda em 2013 aos quais teve celebraҫão eucarística com eles em Takloban.

A sua visita teve como lema: “Mercy and Compassion” que quer dizer: Misericordia e Compaixao. Misericordia conosco mesmos, com o próximo e com a criaҫão. O mau cuidado à criaҫão, trás consigo consequȇncia catastróficas como as mudanҫas climáticas e isto por suas vez, às calamidades naturais neste caso concreto, os consecutivos “Baguios” ou Ciclones que afectam este País.

Para podermos ter a facilidade e a certeza de que iriamos à missa papal, unimo-nos Narcisa, Juliet, Cyra (duas meninas que vivem conosco) eu e com o grupo dos jovens mercedários com quais trabalhamos e jntamo-nos ao grupo da paróquia.

 

Uma semana antes da chegada do Papa, todos aqueles que iríamos como delegados à missa papal tivemos uma preparaҫão, onde nos deram a conhecer a biografia do Papa e mais outras infirmaҫões importantes para o dia.

Chegou o dia esperado, o 18 de Janeiro, dia em que o papa celebrou a missa no pavilhão (Luneta Park) às 15.30. (Para a missa pediram que cada paróquia trouxesse duas pessoas pobres e estas tiveram um ligar de preferencia) na missa.

Nesse dia levantamo-nos à 1h da manhã, Narcisa, Juliet , Cyra  e eu para nos preparmos e irmos a paróquia de St. Paul of the Cross Mision Area, paróquia a que pertencemos onde às 2.30 tivemos a oraҫão de envio. Envio para a missa papal. Uma experiȇncia de Igreja comunhão.

Às 3h partimos  em direcҫão a Luneta onde chegamos às 5h. Impressionante, estava já repleto de gente esperando que às 6h abram as portas para se dirigirem aos respectivos lugares porque estava dividido por paróquias. Algumas pessoas dormiram nos arredores para estarem aí o mais cedo possível e ser primeiros a entrar porque todos queriam ou melhor queríamos vȇr o Papa.

Dizia comigo mesma: Eu quero não somente vȇr o Papa mas dar-lhe a mão ou ao menos como a mulher do Evangelho tocar-lhe a túnica. Por causa da barreira que haviam colocado, nao conseguí realizar o meu sonho “tocar o Papa”.

Antes da missa quase às 9h da manhã comeҫou a chuvescar e pouco a pouco ela foi aumentando. Pensei, que pena esta chuva vai dispersar as pessoas! Nada disso acontecu. Ficamos todos aí pregados atè às 15.30 hora que inciou a celebraҫão eucarística. ( ficamos todo dia de pé e como o chão estava molhado, não podíamos sentar), nem isto nos fez desistir. Estavamos todos molhados  e gemendo de frio mas estavamos sim mais que nada, anciosos e alegres de vȇr o Papa chegar.

Quando aproximadamente às 15h anunciaram a sua chegada, não pode imaginar a alegría no rosto das pessoas e os olhos abertos ao máaximo para vȇ-lo entrar. Pensei  meu Deus, quanta fé tem esta gente! Vi-me com uma crianҫa correndo para ir mais perto e sem vegonha, gritava com os outros: “Papa Francisco, mahal ng Filipinas” que quer dizer: Papa Francisco, amor dos filipinos”. Algumas pessoas olhavam para mim, mas não me importei, continuei gritando com a gente porque a emoҫão e alegría, superava toda vergonha bem dizer, superava tudo.

Sim, ví o Papa  passar no papa movel antes e depois da missa, por frente de onde estávamos a uma distância de 2 metros saudando as pessoas dando a sua bȇnҫão e sorrindo para todos. Ai, que alegría! Senti uma alegría profunda que naquele momento não soube descrever o que estava aconteccendo comigo. Eu so dizia: Eu vi, eu vi o Papa!  Estava repleta de felicidade.

O seu rosto transmiti alegría, paz, serenidade…

Realmente o Papa francisco é um homem que inspira respeito pela sua simplicidade, sorriso, cercanía, coragem de tomar risco e de entrega incondicional. Admiro-o pela sua valentía. Digo isto porque a pesar do ciclone que se fazia sentir e alguns lugares com chuvas e ventos fortes, por amor às suas “ovelhas”, arriscou-se a ir a Taklobam onde o ciclone estava muito forte ; quando assim acontece, nem os aviões podem sair mas confiantes na providȇncia de Deus, aí aventurou-se ele juntamente com todos os que lhe acompanhavam. Sim, Deus faz do impossivel, possivel. Aí chegaram e antes de o avião aterrar, o vento e a chuva tudo parou. Todos ficaram boca-abertos, aquilo so pode ser intervenҫão divina.

Quanta fé e confianҫa em Deus! Obrigada Senhor porque proteges aqueles que a ti se entregam sem medidas.

O papa moveu o coraҫão de muito filipinos. Lembro-me de uma mulher que estava perto de mim quando no final da missa, o papa passou a despedir-se das pessoas. A mulher comeҫou a chorar. Chorava de tudo: alegría e tristeza porque o papa ja se ia. Mas chorava sobretudo porque estava  a vȇr o papa, o enviado de Deus passar em frente dela. Não acreditou que era verdade o que estava vendo. Abracei-a  sem pensar disse-lhe: “sim senhora, esta é uma benҫão para nós”. Meu Deus, quanta fé tem este simple povo de Deus!

Para mim o Papa Francisco é um homem extraordinário, digno de ser imitado pela sua simplicidade, alegría,valentía, entrega desinteressada e pelo seu amor pelos pobres e desfavorecidos. Estávamo naquela celebraҫão cerca de 6 milhões de pessoas.

O ter visto o Papa e participado na celebraҫão eucarística papal foi para mim uma benҫõ, uma experiȇncia que revitalizou a minha fé. A pessoa do papa, a sua dedicaҫão, partcularmente a entrega incondicional e o tomar risco, fez me pensar: Eu ainda que sou jovem, seria capaz de expôr a mina vida sabendo dos riscos que podem advir? Quanto confio na providȇncia Deus?

Obrigada Senhor por nos terdes dado o Papa Francisco, obrigada pela sua vida e entrega. Continuai abenҫoando-o na sua missõo de Pastor da Igreja.  Amem.

Ir. Isabel Lobo